Argumento
A realidade é ameaçadora porque ela não depende de mim. Eu nunca posso saber se o porquê das coisas está certo. Alguns dizem que é porque não há porquê, eu às vezes penso que é porque :é: o porquê. Sentir nojo ou amor por alguém também faz parte das duas formas de ver o porquê. Que você seja uma pessoa legal mas que conviva genuinamente bem com pessoas que te achem uma pessoa legal. Só que você tem que estar disposto a achar todo mundo uma pessoa legal, mesmo que nao te achem, e você não pode cair na tentaçao de querer se defender dos juízos das pessoas. Pela paz. Mas você quer se achar bonito para se defender. Sentir-se bonito também foi feito para ser uma arma. Algo foi feito sem nenhuma arma?
Nós NAO somos a paz, é isso? Mas o nosso desafio-condicionamento não é a paz fazer bem? Mas quando a gente tá vivendo a paz, não é verdade que a gente meio que ignora o mal, no mal sentido de :ignorar:? E quando a gente sabe que está mau, não é que a gente consegue ver direitinho o bem?
O bem não quer ver o mal, o mal só existe vendo o bem.
E se, acima de todas essas brincadeiras, o mal pudesse ser o bem e o bem pudesse ser o mal?Agora vem: não é verdade que a gente sempre se poe em primeiro lugar, mesmo quando não parece? Civilizaçoes-oásis que não tenham chegado a essa maneira frustrantemente lógica de relacionar conceitos. Mas não será em todas as civilizaçoes que acontece de ser legal você se sentir bem mas a felicidade do outro às vezes te machucar, você percebendo ou não e mesmo sem nunca você admitir?
Amar é querer que alguém se divirta com a mesma brincadeira que você e vice-versa. Amar é querer que alguém seja idiota do mesmo jeito que você e vice-versa.
A coisa mais fácil que tem é dizer alguma coisa e alguém gostar. O que não é tao fácil é gostar do que se diz, acreditar na própria condiçao de interessante, mas esse é o único tubo que leva a respeitar e achar que todo mundo TAMBÉM é interessante, mesmo que de outros pontos de vista. Achar-se interessante é poder ver também de outros pontos de vista. É o oposto da vaidade.
Uma história, uma construçao em cima da realidade. É sempre a gente que acaba escolhendo a história.
Nós NAO somos a paz, é isso? Mas o nosso desafio-condicionamento não é a paz fazer bem? Mas quando a gente tá vivendo a paz, não é verdade que a gente meio que ignora o mal, no mal sentido de :ignorar:? E quando a gente sabe que está mau, não é que a gente consegue ver direitinho o bem?
O bem não quer ver o mal, o mal só existe vendo o bem.
E se, acima de todas essas brincadeiras, o mal pudesse ser o bem e o bem pudesse ser o mal?Agora vem: não é verdade que a gente sempre se poe em primeiro lugar, mesmo quando não parece? Civilizaçoes-oásis que não tenham chegado a essa maneira frustrantemente lógica de relacionar conceitos. Mas não será em todas as civilizaçoes que acontece de ser legal você se sentir bem mas a felicidade do outro às vezes te machucar, você percebendo ou não e mesmo sem nunca você admitir?
Amar é querer que alguém se divirta com a mesma brincadeira que você e vice-versa. Amar é querer que alguém seja idiota do mesmo jeito que você e vice-versa.
A coisa mais fácil que tem é dizer alguma coisa e alguém gostar. O que não é tao fácil é gostar do que se diz, acreditar na própria condiçao de interessante, mas esse é o único tubo que leva a respeitar e achar que todo mundo TAMBÉM é interessante, mesmo que de outros pontos de vista. Achar-se interessante é poder ver também de outros pontos de vista. É o oposto da vaidade.
Uma história, uma construçao em cima da realidade. É sempre a gente que acaba escolhendo a história.


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