bla bla bloeimm bluoummm bum
Porque é o segundo desmaio como esse que presencio.
Porque o piloto tentou distrair a atenção dos passageiros falando qualquer merda ao microfone.
Porque tive mais uma idéia para narrar uma desesperança.
Porque é assim que minha esperança sabe denunciar.
Porque é como quando deixa de haver magia.
Porque o ritmo atual da alternância.
Porque se há algum médico a bordo, por favor contate a tripulação.
Porque avanços da medicina.
Porque um jovem austríaco de 20 anos me comentou tomando uma cervejinha que os experimentos médicos com pessoas vivas na época do nazismo trouxeram avanços que nos beneficiam incrivelmente hoje em dia.
Porque o médico e o monstro.
Porque oráculo e Shakespeare.
Porque Ricardo III.
Porque a tensão entre os corpos jovens.
Porque a velhice tateante e escanteada.
Porque a observação deprimente.
Porque a amizade brotando e versando sobre si mesma.
Porque Elisa.
Porque Itália.
Porque Brasil.
Porque o dinheiro lá não vale nada.
Porque a feroz luta entre o feliz poeta e o esfomeado.
Porque a sereia estraçalhada.
Porque aeroportos.
Porque Raymond Carver e os ecos do seu livro em torno.
Porque para a pergunta "A magia é voluntária?" ainda não se tem resposta.
Porque desde que nasce a pessoa já não é auto-suficiente.
Porque encontros interiores.
Porque é preciso ter força para agüentar a alternância entre aproximação e distanciamento da realidade.
Porque sonho de fuga é pesadelo quando se está acordado.
Porque o mundo de Clarice Lispector.
Porque a criação de um mundo.
Porque quem quiser nascer tem que destruir um mundo.
Porque o jornalismo.
Porque a ficção.
Porque a vida.
Porque a poesia.
Porque o amor.
Porque a luta do amor.
Porque a elevação do amor.
Porque a prisão dos homens pelos homens.
Porque as idas.
Porque as voltas.
Porque a prosa.
Porque a idéia diferente de distração e divertimento.
Porque as faltas sentidas.
Por não saber onde encontrar.
Por precisar.
Porque os conhecidos.
Porque as letras das músicas.
Porque as palavras.
Porque o silêncio.
Porque o amigo distante.
Porque a nova amiga.
Pelas satisfações momentâneas.
Porque a fugacidade.
Porque o dinheiro.
Porque o futuro.
Porque a construção.
Porque a venda nos olhos.
Porque o despertar.
Porque a dormência das engrenagens que movem o sistema.
Pelos interesses econômicos.
Pela família.
Porque as conciliações mundanas.
Porque a aterrissagem.
Porque o chão.
Porque a gravidade da vida.
E também porque.
Porque o piloto tentou distrair a atenção dos passageiros falando qualquer merda ao microfone.
Porque tive mais uma idéia para narrar uma desesperança.
Porque é assim que minha esperança sabe denunciar.
Porque é como quando deixa de haver magia.
Porque o ritmo atual da alternância.
Porque se há algum médico a bordo, por favor contate a tripulação.
Porque avanços da medicina.
Porque um jovem austríaco de 20 anos me comentou tomando uma cervejinha que os experimentos médicos com pessoas vivas na época do nazismo trouxeram avanços que nos beneficiam incrivelmente hoje em dia.
Porque o médico e o monstro.
Porque oráculo e Shakespeare.
Porque Ricardo III.
Porque a tensão entre os corpos jovens.
Porque a velhice tateante e escanteada.
Porque a observação deprimente.
Porque a amizade brotando e versando sobre si mesma.
Porque Elisa.
Porque Itália.
Porque Brasil.
Porque o dinheiro lá não vale nada.
Porque a feroz luta entre o feliz poeta e o esfomeado.
Porque a sereia estraçalhada.
Porque aeroportos.
Porque Raymond Carver e os ecos do seu livro em torno.
Porque para a pergunta "A magia é voluntária?" ainda não se tem resposta.
Porque desde que nasce a pessoa já não é auto-suficiente.
Porque encontros interiores.
Porque é preciso ter força para agüentar a alternância entre aproximação e distanciamento da realidade.
Porque sonho de fuga é pesadelo quando se está acordado.
Porque o mundo de Clarice Lispector.
Porque a criação de um mundo.
Porque quem quiser nascer tem que destruir um mundo.
Porque o jornalismo.
Porque a ficção.
Porque a vida.
Porque a poesia.
Porque o amor.
Porque a luta do amor.
Porque a elevação do amor.
Porque a prisão dos homens pelos homens.
Porque as idas.
Porque as voltas.
Porque a prosa.
Porque a idéia diferente de distração e divertimento.
Porque as faltas sentidas.
Por não saber onde encontrar.
Por precisar.
Porque os conhecidos.
Porque as letras das músicas.
Porque as palavras.
Porque o silêncio.
Porque o amigo distante.
Porque a nova amiga.
Pelas satisfações momentâneas.
Porque a fugacidade.
Porque o dinheiro.
Porque o futuro.
Porque a construção.
Porque a venda nos olhos.
Porque o despertar.
Porque a dormência das engrenagens que movem o sistema.
Pelos interesses econômicos.
Pela família.
Porque as conciliações mundanas.
Porque a aterrissagem.
Porque o chão.
Porque a gravidade da vida.
E também porque.


1 Comments:
os porquês estavam todos juntos, mas eles soavam como perguntas pra mim.
te adoro.
2006 tão forte quanto.
beijo
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