Wednesday, December 07, 2005

O homem que apareceu

O homem que apareceu
Ofereceu risos
E quis falar de si

Não te chamei
Não te chamaram
Mas tomo o café que sugeres

Entramos num lugar daqueles típicos
Televisão, fumaça, contemplação triste de ócio mal-aproveitado
Peço café com leite e torrada

O homem pergunta se eu jogo xadrez
E por que isso são versos?
Que merda é essa?!

Calma, traz um pouco daquela delicadeza
Que te pediu para versear
Nada de além do mais

O homem pergunta se eu jogo xadrez
Quero, me animo
Chegam o café e a torrada

Nada de além do mais uma ova
Nada de sentido além do óbvio, isso sim -
Eu queria jogar xadrez

Perguntei se teríamos tempo
Mais por não querer sacrificar minha liberdade de poder sair dali
Com quê se associa jogo de xadrez?

Jogamos
Café, leite, torrada, a televisão ligada
Ele ganhou e riu, só riu

Aquele riso me engatilhou na cara um sorriso
Gostando tanto de ter perdido no jogo
Saí à rua em paz com o amor

Nada de sentido além do óbvio
Este poema é só para disfarçar
A impossível alegorização do homem que apareceu

1 Comments:

Anonymous Anonymous said...

a impossivel alegorizaçao...

tenho lutado com ela.
mas ela é forte.

um beijo doce, triste, desencantado
violeta

9:28 AM  

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